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Fase 2 · Pós-assinatura

Validação técnica de BEP

Auditoria do BIM Execution Plan entregue pela contratada contra os requisitos contratuais e o referencial normativo adotado. O BEP é o documento em que a contratada propõe como vai cumprir o contrato — e é onde, sem auditoria, ela reescreve a régua de aferição sem que o contratante perceba.

BEP · BIM Execution Plan
Pós-assinatura
Antes da modelagem
Negociação técnica

O risco que mitigamos

Transferência silenciosa do controle do escopo

O BEP é, na prática, o documento mais determinante do que será entregue — e é redigido pela parte que tem incentivo para reduzir a entrega. Sem validação técnica independente, o BEP entra em vigor com decomposições ND/NI mais frouxas, com critérios de aceitação mais permissivos e com referenciais normativos trocados por padrões internos da contratada. O contratante percebe que perdeu posição apenas na fase de aceitação dos modelos.

A validação técnica de BEP fecha essa janela. Conferimos, ponto a ponto, se o que a contratada propõe cumpre o que o contrato exige — e, quando há divergência, identificamos exatamente em que cláusula contratual a divergência colide. O resultado é uma posição negocial preparada para a rodada de negociação do BEP.

O que está incluído

2.1

Auditoria do BEP entregue

Análise estruturada do BEP contra cada requisito contratual e contra o referencial normativo adotado. Entrega: relatório de aderência com pontos de conformidade, divergência e omissão.

Entrega: relatório
2.2

Negociação técnica do BEP

Acompanhamento nas rodadas de negociação, defendendo a posição do contratante em pontos sensíveis: decomposição ND/NI, parametrização, critérios de aceitação, hierarquia documental.

Entrega: presença técnica

O que verificamos no BEP

Pontos críticos auditados
  • Decomposição ND/NI — se o BEP separa exigência geométrica e informacional, ou se trata LOD como um único número.
  • Aderência à matriz contratual — se a matriz proposta pelo BEP cumpre ou suaviza a matriz exigida no contrato.
  • Referencial normativo — se o BEP mantém a norma declarada no contrato ou substitui por padrão interno da contratada.
  • Critérios de aceitação — se os critérios são objetivos e verificáveis, ou se dependem de aprovação subjetiva.
  • Hierarquia documental — se em caso de conflito entre modelo e prancha, o BEP define qual prevalece (e se isso é o que o contrato exige).
  • Parametrização mínima — se a lista de parâmetros obrigatórios por elemento × etapa está completa.
  • Matriz RACI — se papéis e responsabilidades estão definidos com clareza para cada disciplina e marco.
  • CDE — Common Data Environment — se a plataforma, fluxos de aprovação e versionamento estão especificados.
  • Formato de entrega — se IFC, nativos e documentação seguem o padrão exigido.
  • Plano de qualidade — se há regras de checagem (clash, code checking) com periodicidade e ferramenta declaradas.

Como conduzimos

1. Leitura do par contrato × BEP

Para cada exigência contratual relevante, identificamos a resposta correspondente no BEP. Mapeamos omissões, divergências e conformidades.

2. Verificação normativa

Confronto das propostas do BEP com o referencial normativo declarado no contrato. Identificação de troca silenciosa de padrão.

3. Relatório de aderência

Documento estruturado: para cada ponto auditado, status (conforme / divergente / omisso), trecho contratual que ancora a exigência, trecho do BEP que diverge e recomendação de redação.

4. Preparação da negociação

Priorização dos pontos a negociar (alto impacto técnico × baixo custo para a contratada — onde a negociação é mais viável) e roteiro da rodada.

5. Acompanhamento da negociação

Presença técnica nas rodadas com a contratada. Defesa argumentada de cada ponto, com norma e cláusula contratual em mãos.

6. BEP final aprovado

Versão final do BEP com as correções negociadas, pronta para reger a fase de modelagem.

Para quem é

Público-alvo

Contratantes que receberam o BEP da contratada e precisam validar tecnicamente antes de aprovar, e gerenciadoras de obra que acompanham a contratação por conta do contratante e precisam de respaldo técnico para aceitar ou negociar o BEP.

Por que agora

A janela entre a entrega do BEP e o início da modelagem é a última em que o contratante pode renegociar o escopo sem precisar acionar mecanismos de aditivo. Depois que a modelagem começa sob o BEP aprovado, toda mudança vira pedido de re-escopo — com custo, prazo e desgaste relacional.

Recebeu um BEP para aprovar?

Envie o BEP e o contrato. Devolvemos uma leitura preliminar com os pontos críticos.